Historia

snailAntes da constituição do CERNAS, a I&D desenvolvida na ESAC, na ESACB, na ESAV e na ESTGV assentava no trabalho individual de investigadores, eventualmente associados em equipas departamentais, e/ou de outras instituições de I&D.

Com a evolução natural da massa crítica de doutores e mestres na ESAC, na ESACB, na ESAV e na ESTGV, sentiu-se a necessidade de melhor estruturar as actividades de ID&I desenvolvidas.

Com a constituição do CERNAS, a I&D realizada nestas instituições ultrapassou as suas fronteiras, assentando no trabalho de investigadores associados por unidades de trabalho em equipas multi-departamentais, em associação com diversas personalidades e instituições de I&D nacionais, comunitárias e extra comunitárias, segundo vectores estratégicos claramente definidos.

Quando o CERNAS foi criado em 2002 integrava inicialmente 49 membros, 22 dos quais com doutoramento. A força motriz da altura continua a motivar-nos para o desenvolvimento de novas estratégias para melhorar a sustentabilidade da região Centro com consequente aumento da qualidade de vida das populações. Temos vindo a desenvolver os nossos processos de valor com o objectivo de influenciar o debate político e promover o desenvolvimento de soluções técnicas e abordagens inovadoras, no âmbito das Ciências Agrícolas, Ciências e Engenharia Alimentar e Ambiente e Sociedade.

O CERNAS evoluiu de unidade de investigação associada a uma Escola, para um centro de investigação e desenvolvimento de âmbito regional, com três polos de intervenção territorial, um em Coimbra, outro em Castelo Branco e outro em Viseu, enquadrando diretamente o mundo rural da Região do Centro de Portugal.

No período 2004-2007 a equipa CERNAS desenvolveu 250 projetos de I&D, regionais, nacionais, comunitários e internacionais, com um orçamento de 3,9 milhões de euros.

O período de 2008-2012 foi um período de consolidação para o CERNAS, atingindo os 109 membros, 72 dos quais doutorados. Neste período, grande parte do trabalho de investigação foi suportado em projetos nacionais e internacionais financiados por fundos concorrenciais. O CERNAS participou em 23 projetos nacionais financiados pela Fundação de Ciência e Tecnologia (FCT), 4 deles sob coordenação direta do CERNAS. Os projetos abrangeram o âmbito de todas as linhas de investigação do grupo, e em alguns casos envolveram investigadores de mais do que uma linha. O Cernas participou, ainda, num total de 22 projetos nacionais, financiados por fundos independentes da FCT, ligados mais diretamente com a resolução de problemas específicos de pequenas ou médias empresas (PME) no sector agro-industrial. foto_educa

A nível internacional o CERNAS assumiu neste período 5 projetos europeus (FP6, FP7 e INTERREG) nas suas áreas nucleares: Ciência e Engenharia Alimentar, Ambiente e Sociedade e Ciências Agrícolas. A participação nestes projetos foi relevante para consolidar a estratégia do grupo.

Alguns dos projetos desenvolvidos neste período foram implementados por mais do que uma área de investigação, o que demostra um espírito e estratégia realmente multidisciplinar.

O período de 2013-2014 foi de transição para o CERNAS, tendo este sofrido uma remodelação profunda, para fazer face aos requisitos da FCT em termos de excelência na investigação. No seguimento dessa reestruturação o CERNAS viu diminuir pela primeira vez os seus membros integrados, iniciando-se em 2015 um novo período com uma equipa de 22 membros integrados, e uma organização baseada em três grupos de investigação.]

O CERNAS estabeleceu para o período de 2015-2020 três grupos de pesquisa de forma a concentrar as suas competências. Floresta, agricultura e a produtividade da actividade pecuária foram reunidos no grupo de investigação de Ciências Agrárias. As questões relacionadas com a valorização de produtos alimentares, o desenvolvimento de novos produtos e processos, a valorização de subprodutos e minimização de resíduos e os estudos de nutrição humana serão abordadas pelo grupo de investigação de Ciência e Engenharia Alimentar. As questões de desenvolvimento rural, conservação de ecossistemas, serviços ambientais, o desenvolvimento de ferramentas e soluções de eco-eficiência e o uso criterioso dos recursos naturais, incluindo a gestão do uso da terra e da monitorização e medição da resposta social, serão abordadas pelo grupo de investigação de Ambiente e Sociedade.

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